No âmbito das actividades destinadas à mitigação da seca e da desertificação, o Rural Value leva a cabo a valorização agrícola de lamas de depuração da ETAR de Castro Verde. O principal objectivo desta actividade é melhorar a qualidade dos solos e simultaneamente encontrar um destino final mais “limpo”, para as grandes quantidades de lamas domésticas produzidas no Concelho. Procura-se assim uma conciliação entre a diminuição dos impactos negativos destes reduzidos nos sistemas hídricos e corrigir os solos em termos de teor em matéria orgânica, e nutrientes, tornando a agricultura no Campo Branco, uma actividade mais rentável com baixos custos económicos e para o ambiente.
A aplicação de lamas, em profundidade aos solos (injecção), iniciou-se no dia 13 de Outubro, com algum atraso, relativamente ao calendário agrícola da região, principalmente devido à dificuldade encontrada em concluir todas as acções preparativas necessárias à correcta execução dos trabalhos. No entanto desde dia 13 foram já injectados, aproximadamente, 15 hectares de área agrícola, com recurso a um protótipo desenvolvido especificamente pela LPN para o efeito.
Este ano as injecções de lama terão lugar em 4 herdades do Concelho de Castro Verde, nomeadamente nas freguesias de Castro Verde e São Marcos da Ataboeira, num total de aproximadamente 60 hectares. Todas estas áreas estiveram em pousio durante a campanha agrícola de 2008/2009, e serão semeadas na presente campanha com cereais de sequeiro (trigo e aveia).
Desta actividade fazem ainda parte vários outros talhões, dento das referidas herdades, onde não se realizará injecção de lamas e onde serão testadas influências de outras práticas agrícolas, como a ripagem e a adubação, que também podem contribuir para o aumento de fertilidade do solo e consequentemente da qualidade do grão obtido.
Todo o processo é monitorizado, desde a aplicação de lama à análise do material vegetal e biodiversidade, pela equipa técnica responsável da LPN, técnicos especializados do Instituto Nacional de Recursos Biológicos/Laboratório de Química Agrícola Rebelo da Silva, assim como pelo acompanhamento e apoio da Câmara Municipal de Castro Verde.
Para mais informações, consultar a página do Projecto http//:projectos.lpn.pt/ruralvalue ou o site da LPN em www.lpn.pt.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
RURAL VALUE
VALORIZAÇÃO AGRÍCOLA DE LAMAS DE DEPURAÇÃO EM CASTRO VERDE
sábado, 22 de agosto de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
Abril em castro Verde...últimas actividades
Todos os anos, a LPN junta-se à Câmara Municipal de Castro Verde colaborando na organização de algumas iniciativas desenvolvidas na Quinzena Cultural “Primavera no Campo Branco”. Este ano, o Centro de Educação Ambiental do Vale Gonçalinho participa em três iniciativas, duas das quais já realizadas nos dias 18 e 20 de Abril.
Assim, no dia 18 de Abril, o CEAVG colaborou na organização do Bike-paper Familiar, uma actividade que combina actividade física com provas de conhecimento sobre as questões ambientais. O dia que acordou bastante nublado, foi ganhando cor e alegria ao longo da manhã e os 20 participantes inscritos, conseguiram percorrer 11 quilómetros a bom ritmo. Técnicos da LPN, elementos do Núcleo de BTT de Castro Verde e Técnicos de Desporto da Câmara Municipal de Castro Verde foram distribuídos pelas várias zonas de prova, ao longo do percurso, dando apoio aos participantes e ajudando nos vários desafios lançados.
Provas como, contagem de aves, leitura de anilhas, montagem de uma roda de bicicleta, descoberta de ervas aromáticas e gincana de bicicleta, fizeram parte deste Bike-paper ambiental.
A 20 de Abril, igualmente inserida no programa da Quinzena Cultural de Castro Verde, o CEA do Vale Gonçalinho, levou a cabo uma oficina de gastronomia sob o mote das ervas aromáticas, intitulada “Aromáticas na Cozinha”.
Nesta oficina, que contou com a participação de 19 pessoas, num primeiro momento fez-se a identificação de algumas das plantas mais emblemáticas da Região do Baixo Alentejo, e dando a conhecer aos participantes quais as mais utilizadas na gastronomia alentejana. Depois seguiu-se a confecção e degustação de alguns pratos e entradas tradicionais do Baixo-Alentejo, como foi o caso do Gaspacho e da Açorda Alentejana. Como entrada escolheu-se o requeijão feito no concelho aromatizado e temperado com as ervas características da Região. Para finalizar, uma mousse de chocolate com aroma de hortelã. O resultado foi o mais aromático e apetitoso possível. Durante a confecção e degustação, cada pessoa foi partilhando o seu conhecimento e experiência com as ervas aromáticas, dando origem a uma espécie de tertúlia gastronómica.
E para si que não teve a oportunidade de participar ficam as receitas, para que possa experimentar em sua casa:
Assim, no dia 18 de Abril, o CEAVG colaborou na organização do Bike-paper Familiar, uma actividade que combina actividade física com provas de conhecimento sobre as questões ambientais. O dia que acordou bastante nublado, foi ganhando cor e alegria ao longo da manhã e os 20 participantes inscritos, conseguiram percorrer 11 quilómetros a bom ritmo. Técnicos da LPN, elementos do Núcleo de BTT de Castro Verde e Técnicos de Desporto da Câmara Municipal de Castro Verde foram distribuídos pelas várias zonas de prova, ao longo do percurso, dando apoio aos participantes e ajudando nos vários desafios lançados.
Provas como, contagem de aves, leitura de anilhas, montagem de uma roda de bicicleta, descoberta de ervas aromáticas e gincana de bicicleta, fizeram parte deste Bike-paper ambiental.
A 20 de Abril, igualmente inserida no programa da Quinzena Cultural de Castro Verde, o CEA do Vale Gonçalinho, levou a cabo uma oficina de gastronomia sob o mote das ervas aromáticas, intitulada “Aromáticas na Cozinha”.
Nesta oficina, que contou com a participação de 19 pessoas, num primeiro momento fez-se a identificação de algumas das plantas mais emblemáticas da Região do Baixo Alentejo, e dando a conhecer aos participantes quais as mais utilizadas na gastronomia alentejana. Depois seguiu-se a confecção e degustação de alguns pratos e entradas tradicionais do Baixo-Alentejo, como foi o caso do Gaspacho e da Açorda Alentejana. Como entrada escolheu-se o requeijão feito no concelho aromatizado e temperado com as ervas características da Região. Para finalizar, uma mousse de chocolate com aroma de hortelã. O resultado foi o mais aromático e apetitoso possível. Durante a confecção e degustação, cada pessoa foi partilhando o seu conhecimento e experiência com as ervas aromáticas, dando origem a uma espécie de tertúlia gastronómica.
E para si que não teve a oportunidade de participar ficam as receitas, para que possa experimentar em sua casa:
Açorda Alentejana
Ingredientes: para 4 pessoas
1 bom molho de coentros (ou um molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas)
2 a 4 dentes de alho
1 colher de sopa bem cheia de sal grosso
4 colheres de sopa de azeite
1,5 litro de água a ferver
400 grs. de pão caseiro (duro)
4 ovos
Confecção:
Pisam-se num almofariz, reduzindo-os a papa, os coentros (ou os poejos) com os dentes de alho, a que se retirou o grelo, e o sal grosso.Deita-se esta papa na terrina ou numa tigela de meia cozinha, que neste caso fará ofícios de terrina.Rega-se com o azeite e escalda-se com a água a ferver, onde previamente se escalfaram os ovos (de onde se retiraram).Mexe-se a açorda com uma fatia de pão grande, com que se prova a sopa.A esta sopa dá-se o nome de sopa «azeiteira» ou «sopa mestra».Introduz-se então no caldo o pão, que foi ou não cortado em fatias ou em cubos com uma faca, ou partido à mão, conforme o gosto.Depois, tapa-se ou não a açorda, pois uns gostam dela mole e outros apreciam as suas sopas duras.Os ovos são colocados no prato ou sobre as sopas na terrina, também conforme o gosto.*A açorda é, fora do Alentejo, o prato mais conhecido da culinária alentejana.Vai à mesa do pobre e do rico e raro é o dia que não constitui o almoço do trabalhador rural.Tem muitas variantes, mais influenciadas pela mudança de estações do que, como é regra em cozinha tradicionais, de terra para terra.É sempre um caldo quente e transparente, aromatizado com coentros ou poejos, ou os dois, alhos pisados com sal grosso e condimentado com azeite.Dão-lhe consistência fatias ou bocados de pão de trigo, de preferência caseiro e duro.Acompanha-se geralmente com ovos escalfados, que também podem ser cozidos, e azeitonas.Muitas vezes, na água utilizada já se cozeu uma posta de pescada ou de bacalhau.Também pode ser acompanhada com sardinhas assadas ou fritas e, no Outono, é muitas vezes enriquecida com tiras finas de pimento verde, que se escaldam com a água ao mesmo tempo que as ervas, e acompanhada com figos maduros ou um cacho de uvas brancas de mesa.
Gaspacho à Alentejana
Ingredientes:
3 dentes de alho
1 colher e meia de sopa de sal grosso
3 colheres de sopa de azeite
4 colheres de sopa de vinagre
2 tomates maduros
1/2 pepino
1/2 pimento
óregãos
200 g de pão duro
pimenta
Confecção:
Num almofariz pise os dentes de alho com o sal de modo a obter uma pasta.Coloque esta no fundo de uma terrina, regue com o azeite e o vinagre e tempere com pimenta.Reduza um tomate a puré e junte-o à mistura anterior.Corte o tomate e o pepino restante em quadradinhos e o pimento em tirinhas e deite na terrina.Regue com litro e meio de água gelada.Polvilhe com óregãos e rectifique o sal.Por fim junte o pão cortado em quadradinhos e sirva 15 minutos depois.Acompanhe o gaspacho com peixe frito, fatias de presunto ou rodelas de paio.*A água pode ser substituída em parte por sumo de tomate.Este obtém-se passando o tomate maduro através de uma centrifugadora ou pelo passador ou ainda batendo-o no copo misturador depois de limpo de peles e sementes.
terça-feira, 14 de abril de 2009
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